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Rated Dracula 6/10
Baseado no livro de <b>Bram Stoker</b> (<i>que ainda está na minha lista de leitura</i>) — <b>Drácula: Uma História de Amor Eterno</b> foi um filme que resolvi assistir antes mesmo de conhecer a obra original. O resultado é: o longa não chega a ser ruim, mas também está longe de ser realmente bom. Ele permanece nesse meio-termo, com ideias interessantes misturadas a escolhas que soam estranhas ou pouco desenvolvidas. A proposta de aprofundar a origem e os sentimentos de Drácula funciona em vários momentos. A história focada nele é bem construída e até envolvente, mostrando um personagem <b>marcado por dor, perda e uma visão distorcida de fé e amor</b>. No entanto, o filme acaba se concentrando tanto nesse aspecto que deixa de lado o desenvolvimento geral da narrativa. Personagens importantes ficam rasos: senti falta de saber mais sobre Nina, sobre o padre que está nessa caçada há anos e até sobre as crianças transformadas em gárgulas, que aparentam ter potencial dramático, mas são pouco exploradas. Apesar de eu ter gostado da história do draco, também achei que a história se perdeu ao longo do conto, alguns elementos do roteiro causam estranhamento. A ideia de pessoas sentirem <b><i>tesão</i></b> logo após serem mordidas, ou a existência de um <b><i>perfume que atrai mulheres</i></b>, soa exagerada e sem muito sentido dentro da lógica do próprio filme. Esses detalhes quebram a imersão e passam a sensação de que a obra não decide se quer ser um drama romântico, um horror clássico ou uma fantasia estilizada demais. No fim, Drácula funciona melhor como um retrato do personagem principal do que como uma história completa e equilibrada. Com mais cuidado no desenvolvimento dos coadjuvantes e menos ideias jogadas sem explicação, poderia ter sido um filme mais impactante. <b><i>Comentário pessoal da review pessoal</i>:</b> às vezes vejo pessoas dizendo que <i>“mata em nome de Deus”</i>, seja em filmes, séries ou até na vida real. Quando Drácula afirma no início do filme que matou seus inimigos por Deus, eu pensei que Deus não é ódio nem violência. Achei interessante que essa ideia seja confrontada no final, quando o padre diz que Deus não deseja a destruição de suas criação. Esse momento me pegou. <blockquote><i>— Eu matei e lutei em nome dele. — Nós vivemos e respiramos em nome dele. Por que ele iria querer que destruíssemos a sua criação?</i></blockquote>
#movie
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