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Cover of Babylon

henrysilv.bsky.social · @henrysilv.bsky.social@bridge.neodb.net

Rated Babylon 9/10

<blockquote><i>“Eu adoro ver filmes. Gosto de sentar e simplesmente assistir, porque você escapa, não precisa estar na droga da sua vida; pode estar na vida deles, ou onde quiser. Pode estar no oeste, no espaço, pode ser um gângster… Nos filmes as pessoas dançam, as pessoas morrem, mas não estão mortas de verdade. É realmente incrível.”</i></blockquote> <b>Babilônia</b> é uma daquelas obras que dividem opiniões porque não tem medo de ser <b>grandiosa, exagerada e completamente caótica.</b> Mas por trás do barulho, das festas intermináveis e do delírio visual, existe um filme profundamente apaixonado pela história do cinema e por tudo o que ele representa para quem o ama. O filme é uma verdadeira carta de amor à sétima arte. São três horas que passam como minutos, não porque sejam rápidas, mas porque <b>Chazelle</b> enche cada cena de energia, simbolismo e detalhes pensados milimetricamente. Muita gente reclama que o filme é uma <i>“bagunça”</i>, mas essa é justamente a intenção: mostrar o caos real da Hollywood nascente, onde tudo era improvisado, arriscado, ousado e brilhante. A direção de <b>Damien Chazelle</b> é um espetáculo à parte. Ele filma como quem está em êxtase criativo: câmera viva, movimentos ousados, cortes dinâmicos e uma montagem que abraça a loucura. Cada sequência é coreografada como se fosse uma dança: <b>intensa, frenética e cheia de propósito.</b> Chazelle faz uma homenagem tanto ao cinema quanto aos cineastas que dedicam suas vidas a ele. A trama acompanha a transição de Hollywood do <i>cinema mudo para o falado, dos musicais e, depois, para a era colorida</i>, <b>um período de ouro</b>, mas também de crises. No centro dessa tempestade estão <b>Nellie LaRoy <i>(Margot Robbie)</i></b>, uma estrela em ascensão tão poderosa quanto instável, <b>Jack Conrad <i>(Brad Pitt)</i></b>, um astro clássico chegando ao declínio. Os dois representam um ciclo inevitável: <b><i>Uma estrela nasce, uma estrela morre.</i> </b> A cena entre Jack e a crítica é uma das mais marcantes do filme. Ela explica que ele é apenas um entre muitos, que todos os atores brilham por um tempo e desaparecem, mas o <b>cinema permanece</b>. O que fica são os filmes, as memórias, os registros que imortalizam cada geração. Do outro lado, vemos a trajetória de Nellie: descoberta por acaso, explode em fama, ilumina tudo à sua volta… mas aos poucos se perde. O filme mostra sua <i>ascensão e sua queda</i> de forma poética e trágica, e o paralelo entre os destinos final dela e de Jack no mesmo momento é apresentado de maneira brilhante. Também temos o <b>Manny Torres <i>(Diego Calva)</i></b>, o personagem que dá alma ao longa. <b>Manny é o olhar do público dentro da loucura</b>; ele cresce junto com Hollywood, guiado por uma paixão sincera pelo cinema. Enquanto os outros brilham e desabam, Manny observa, trabalha, sofre e amadurece. Seu arco é emocionante porque mostra alguém que ama a arte mesmo quando tudo ao redor parece desmoronar. Ele é o fio que conecta a história, a lembrança de que o cinema é feito de sonhos, mas também de sacrifícios. O momento final é de arrepiar: música impecável <i>(trilha nota 10)</i>, imagens de clássicos antigos e modernos costuradas em uma homenagem emocionante à <b>evolução do cinema</b>. É como se o <b><i>cinema inteiro passasse diante dos nossos olhos</i></b>, um lembrete de que cada momento, cada cena e cada artista faz parte de algo muito maior. Babilônia é exagerado, ousado e barulhento, mas também é profundamente artístico, romântico e emocionante. Uma carta de amor ao cinema e aos cinéfilos, que mistura nostalgia, crítica e celebração em um só filme.<blockquote><i>"Eu sei que dói. Ninguém pede para ser deixado para trás. Mas, em 100 anos, quando você e eu já tivermos partido, sempre que alguém encaixar uma película sua na roda dentada, você viverá de novo. Vê o que isso significa? Um dia, todas as pessoas em todos os filmes já terão morrido. E, um dia, todos os filmes serão tirados de seus jazigos, e todos os fantasmas deles jantarão juntos e viverão aventuras juntos na selva ou na guerra. Uma criança, nascida daqui a 50 anos, irá se deparar com a sua imagem cintilando numa tela e sentirá que conhece você, quase como um amigo. Mesmo que seu último suspiro aconteça antes do primeiro dela."</i></blockquote>

#comedy #drama #profile #movie

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