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Cover of Elio

henrysilv.bsky.social · @henrysilv.bsky.social@bridge.neodb.net

Rated Elio 10/10

<blockquote><i>Será que estamos sozinhos?</i></blockquote> O filme acompanha <b>Elio</b>, um garoto que, de forma inesperada, é levado para representar a Terra em um conselho intergaláctico. No meio dessa jornada cósmica, ele precisa lidar não apenas com a responsabilidade de falar em nome da humanidade, mas também com seus próprios sentimentos de solidão, insegurança e busca por aceitação. Um dos pontos mais fortes do filme é como ele trabalha a solidão. Ela não recai apenas sobre Elio, mas se espalha por diferentes personagens, mostrando que cada um, à sua maneira, enfrenta vazios internos. Essa solidão é atravessada também pela perda, um tema tratado de forma delicada: a ausência, o luto e o que falta em nossas vidas se transformam em algo que pode ser curado com empatia, aceitação e afeto. E é justamente aí que o filme brilha: ele mostra como o amor da família é capaz de preencher espaços que parecem insuportáveis. A jornada de Elio é tanto sobre o universo e suas responsabilidades quanto sobre encontrar um lugar de pertencimento, mesmo quando a vida parece marcada pela falta. Devo falar da dublagem brasileira. As gírias e expressões locais foram bem encaixadas e ajudaram a aproximar a história, sem parecer forçado como aconteceu em <i>Moana 2</i>. Ficou natural e divertido, mas sem exagero. Não concordo com quem diz que Elio é <i>"mais do mesmo"</i>. Pelo contrário, é uma obra que se diferencia pela mensagem sensível e necessária: <i>"As crianças precisam ser ouvidas e não apenas vistas"</i>. Isso ressoa muito forte e amplia o impacto emocional da história. Afinal, isso acontece na vida real: muitas crianças se sentem sozinhas, mal compreendidas e, em vez de serem acolhidas, acabam tendo seus sentimentos reprimidos ou repreendidos pelos adultos. O filme traz justamente essa reflexão, de que crianças também têm sentimentos profundos, que merecem ser reconhecidos e respeitados. Eu raramente me emociono com filmes ou séries. Até hoje, o único que tinha arrancado lágrimas de mim foi <i>Robô Selvagem</i>. Mas <i>Elio</i> entrou nessa lista rara. No fim, <i>Elio</i> é mais do que uma animação: é uma história tocante sobre dor, afeto, a busca por pertencimento e a importância de sermos acolhidos em uma mensagem universal. 🌌 <b><i>Tchau. Beijo. Te amo.</i></b>

#animation #pixar #movie

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