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Cover of The Menu

henrysilv.bsky.social · @henrysilv.bsky.social@bridge.neodb.net

Rated The Menu 10/10

Que filme genial. <b><i>O Menu</i></b> é uma daquelas obras que parecem simples à primeira vista, um jantar chique e um chef excêntrico, mas que <i>escondem camadas e detalhes incríveis</i> a cada nova cena. Eu me diverti muito com o humor ácido, o suspense e principalmente com a crítica social e artística que o filme traz. A primeira coisa que me chamou atenção foram os <b>pequenos detalhes</b>, muitos deles sutis, mas cheios de significado. Por exemplo: o <b>chefe Slowik <i>(Ralph Fiennes)</i></b> avisa logo no início que <i>“não haverá pão”</i> no jantar, porque o pão é um alimento do povo, e os convidados não merecem isso. Mas lá no final, ele serve um pão à <b>Margot</b>, e esse gesto diz tudo, <b>ela é a única ali que ele realmente respeita</b>, a única que enxerga o valor do simples. Outro detalhe maravilhoso é a cena do hambúrguer, quando o chefe, que já foi apenas um cozinheiro de lanchonete, volta a preparar algo básico e sente um prazer quase nostálgico. É o momento em que ele volta a ser humano, lembrando de quando cozinhava por amor, não por status. A protagonista <b>Margot Mills <i>(Anya Taylor-Joy)</i></b> é outro ponto alto. Ela é direta, sincera, e o jeito que ela observa aquele jantar absurdo faz o público enxergar tudo com os olhos dela. Enquanto os outros convidados tentam entender a <i>“arte”</i> dos pratos, ela percebe o que está errado: a busca por complexidade <i>(o difícil, o pouco, o minimalista, o diferente)</i> onde o simples já bastava. A crítica fala difícil, o chefe fala difícil, todos parecem competir pra ver quem entende mais, e isso é exatamente o que o filme ironiza. <b>É sobre gente que perdeu o prazer das coisas simples tentando provar que entende o “significado” de tudo.</b> Gostei muito de como cada personagem tem sua função na crítica. Ninguém está ali por acaso. Os críticos <b>Lillian Bloom <i>(Janet Macteer)</i></b> e <b>Ted <i>(Paul Adelstein)</i></b> representam o elitismo e o poder de destruir carreiras com palavras; os empresários <b>Dave <i>(Mark St. Cyr)</i>; Soren <i>(Arturo Castro)</i></b> e <b>Bracy <i>(Rob Yang)</i></b> mostram o lado podre do dinheiro e da exploração; o casal rico <b>Richard <i>(Reed Birney)</i></b> e <b>Anne <i>(Judith Light)</i></b> simboliza o tédio e a repetição vazia; e o fã obcecado pelo chef <b>Tyler <i>(Nicholas Hoult)</i> </b>é o retrato da idolatria cega que existe no mundo da arte. Cada um deles é um pedaço dessa relação doentia entre arte, dinheiro e ego. O ritmo do filme é impecável, o roteiro é afiado e a direção é cheia de simbolismos. Mesmo nas cenas mais absurdas, tudo tem propósito. E o final é simplesmente perfeito, uma mistura de ironia e libertação. <i>O Menu</i> é uma experiência completa: <b>visualmente elegante, inteligente e provocante. </b>

#comedy #thriller #horror #halloween2025 #movie

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