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Cover of Beautiful Boy

henrysilv.bsky.social · @henrysilv.bsky.social@bridge.neodb.net

Rated Beautiful Boy 7/10

<b>Querido Menino</b> é um daqueles filmes que não gritam, mas sussurram e, ainda assim, ecoam profundamente. Dirigido por <b>Felix Van Groeningen</b>, o longa é uma adaptação dos livros de memórias de David e Nic Sheff, pai e filho que viveram uma dolorosa jornada marcada pelo vício em metanfetamina. Com atuações intensas de <b><i>Steve Carell</i></b> e <b><i>Timothée Chalamet</i></b>, o filme se constrói em torno de uma relação tão humana quanto imperfeita. Carell entrega um retrato sensível de um pai exausto, dividido entre o amor incondicional e o desespero de não conseguir salvar o próprio filho. Já Chalamet reafirma aqui o talento que o transformou em um dos grandes nomes de sua geração, <b>Nic</b> é vulnerável, magnético, às vezes cruel, às vezes apenas perdido. Visualmente, o filme tem uma fotografia fria e melancólica, que espelha a instabilidade emocional dos personagens. Os cortes entre presente e passado reforçam a natureza cíclica do vício: <i>recaídas, tentativas, esperanças frustradas</i>. É como se o tempo se repetisse, prendendo pai e filho em uma dança dolorosa entre amor e destruição. Mas é exatamente aqui que reside o maior mérito, e também o limite de <i>Querido Menino</i>. O filme é realista, sincero e sensível, mas por vezes se perde na repetição. As idas e vindas de Nic, embora verossímeis, acabam tirando parte do impacto emocional. Há momentos em que o drama parece rodar em círculos, e o público sente o mesmo cansaço que o pai sente. Isso é poderoso, mas também exaustivo. Ainda assim, há cenas que permanecem com a gente muito depois do final. Como quando Nic, em meio à recaída, murmura com um olhar vazio: <i>“I’m doing great, Dad. I’m doing so good.”</i> uma mentira dita com tanta dor que soa como um pedido de ajuda. São nesses instantes silenciosos que o filme mais acerta. Querido Menino não é sobre a vitória, mas sobre a insistência do amor. Sobre <b>um pai que aprende que nem sempre amar significa salvar</b>, e sobre um filho que tenta se encontrar dentro da própria ruína. É um filme que fala de falhas, mas também de fé, a fé em alguém que ainda pode mudar.

#drama #timothée chalamet #movie

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