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Rated The Suicide Squad 7/10
<b>Esquadrão Suicida (2021)</b> é um daqueles raros casos em que uma “segunda chance” realmente funciona. Sob a direção de James Gunn, o filme abandona o tom confuso e apressado do Esquadrão Suicida de 2016 e assume de vez a personalidade caótica, violenta e irônica que a equipe sempre mereceu. <b>James Gunn</b> aplica aqui a mesma fórmula que consagrou Guardiões da Galáxia: personagens moralmente duvidosos, humor ácido, violência estilizada, trilha sonora marcante e, no meio de toda a bagunça, um coração surpreendentemente humano. A diferença é que, em vez de heróis improváveis tentando salvar o universo, temos criminosos descartáveis jogados em uma missão suicida, onde ninguém está realmente a salvo. Essa liberdade narrativa dá ao filme um senso constante de imprevisibilidade. Comparado ao primeiro <b>Esquadrão Suicida (2016)</b>, a evolução é gritante. O longa anterior parecia preocupado demais em “imitar” tendências, com montagem confusa e personagens mal aproveitados. Já a versão de 2021 entende quem esses personagens são e abraça o exagero, o absurdo e até o grotesco sem medo, funcionando muito melhor como entretenimento e como obra autoral. --------------------------------------------------------------------------------- <b>Aqui entra uma opinião minha (e talvez impopular)</b> Eu não sou muito fã dos filmes de heróis do James Gunn. Apesar de reconhecer o talento dele, é impossível não perceber a repetição de uma fórmula: <i><b>o grupo de desajeitados, o “pet” carismático em cada filme, as músicas nostálgicas dos anos 80</b> (que são boas, mas sempre presentes) <b>e o tom constantemente engraçado, recheado de piadas</b></i><b>. </b>Em Esquadrão Suicida, essa fórmula funciona muito bem, não posso negar. O caos combina com esses personagens e com a proposta do filme. O que me preocupa é o futuro. Com James Gunn assumindo como <i>co-CEO da DC Studios</i> e se tornando o <i>arquiteto principal do novo universo da DC</i>, fico receoso. Essa mesma fórmula já aparece em <b>Superman, Pacificador</b> e, pelo trailer de <b>Supergirl</b>, tudo indica que ela continuará sendo aplicada. <b>Como amante da DC (<i>e especialmente do universo de Gotham City</i>) </b>minha maior preocupação é quando chegarmos ao novo filme do <b>Batman</b>. Não gostaria de ver essa fórmula <i>“engraçadinha”</i> sendo inserida em um personagem e em um mundo que pedem, no mínimo, um tom mais sério, sombrio e contido. --------------------------------------------------------------------------------- Ainda assim, olhando para o filme em si, Esquadrão Suicida é divertido, ousado e muito mais memorável que seu antecessor. Mesmo com minhas ressalvas em relação ao estilo de James Gunn, aqui ele acerta em cheio.
#heroes #dc #movie
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