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Rated Blade Runner 7/10
<b>Blade Runner</b> é um filme que eu consigo admirar muito mais do que realmente me envolver. É impossível negar o impacto visual e a atmosfera: <b><i>aquela Los Angeles futurista, chuvosa, decadente</i></b>, tudo parece ter sido pensado com um nível absurdo de detalhe. A direção de <b>Ridley Scott</b> cria um mundo que você acredita, mesmo sendo completamente artificial. Mas, ao mesmo tempo, foi um filme que não me prendeu tanto quanto eu esperava. O ritmo é bem mais lento, mais contemplativo, e a narrativa parece menos interessada em ação ou tensão direta e mais focada em ideias, identidade, humanidade, o que define alguém como <i>“real”</i>. Eu entendo o valor disso, mas em vários momentos senti a experiência mais distante do que envolvente. <i>Que caçador de androids é esse?</i> <b>Rick Deckard</b> passa boa parte do filme apanhando, sendo surpreendido ou ficando em desvantagem. Isso até humaniza o personagem, mas ao mesmo tempo quebra um pouco a imagem clássica que se espera de alguém nessa posição. Em vez de controle, ele parece sempre reagindo e quase sempre se ferrando. Ainda assim, o filme tem momentos que ficam. Principalmente nas interações com os replicantes, onde a história realmente ganha força. Existe algo muito interessante na forma como eles parecem mais humanos do que o próprio protagonista. No fim, Blade Runner é um filme importante, visualmente incrível e cheio de ideias, mas que, pra mim, funcionou mais como algo para admirar do que para se envolver de verdade.
#movie
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