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Rated The Wolf of Wall Street 10/10
<b>O Lobo de Wall Street</b> é um daqueles filmes que, quando termina, você olha para o relógio e custa acreditar que passou três horas assistindo. É um filme completamente excessivo, barulhento, vulgar e caótico — e justamente por isso funciona tão bem. A direção de <i><b>Martin Scorsese</b></i> é impressionante. Poucos diretores conseguem transformar uma história sobre corretoras de valores e fraudes financeiras em algo tão eletrizante. O ritmo nunca desacelera. Cada cena parece empurrar a próxima, e o filme cria uma sensação constante de euforia, como se o espectador estivesse sendo arrastado junto pela mesma espiral de excessos que consome seus personagens. E no centro de tudo está <i><b>Leonardo DiCaprio</b></i>, em uma das melhores atuações de sua carreira. <b>Jordan Belfort</b> é carismático, engraçado, manipulador, arrogante e completamente desprezível, às vezes tudo isso ao mesmo tempo. O mais impressionante é que DiCaprio consegue fazer você entender por que tantas pessoas o seguiam, mesmo sabendo exatamente quem ele era. Mas seria injusto falar apenas dele. <b><i>Jonah Hill</i></b> entrega uma atuação hilária como <b>Donnie<i> </i>Azoff</b>. A química entre os dois é fantástica e rende alguns dos momentos mais absurdos e memoráveis do filme. A famosa sequência dos comprimidos quaalude continua sendo uma das cenas de comédia física mais engraçadas que já vi. O que mais gosto em O Lobo de Wall Street é que muita gente o interpreta como uma glorificação daquela vida, quando para mim o filme parece justamente o contrário. Scorsese não está dizendo que Jordan Belfort é um herói. Ele está mostrando como dinheiro, ganância e poder podem criar um mundo tão sedutor que as pessoas ignoram completamente as consequências. O filme é tão exagerado quanto o próprio Jordan, e essa escolha faz sentido. Também acho fascinante como o filme transforma algo aparentemente complexo como o mercado financeiro em uma história acessível. No fim das contas, não importa muito como funcionavam os golpes. O que importa é entender a mentalidade daqueles personagens e o vazio que existe por trás de toda aquela riqueza. E existe uma ironia brilhante no final. Depois de tudo o que aconteceu, depois de todas as fraudes, excessos e crimes, Jordan continua fazendo exatamente aquilo que sempre fez: vendendo sonhos para pessoas que querem acreditar neles. A última cena é quase desconfortável porque deixa claro que o sistema que permitiu sua ascensão continua existindo.
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