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Rated E.T. the Extra-Terrestrial 8/10
Existe algo muito especial em <b>E.T. – O Extraterrestre</b>. Não pelos efeitos, pela ficção científica ou pela presença do alienígena, mas pela forma como o filme entende a infância. A amizade entre Elliott e E.T. funciona porque <b>Spielberg</b> nunca trata E.T. como uma criatura misteriosa ou assustadora. Ele é apenas alguém perdido, sozinho e querendo voltar para casa. Elliott também está um pouco perdido à sua maneira, e é dessa solidão compartilhada que nasce uma das amizades mais marcantes do cinema. Gosto de como o filme enxerga o mundo através das crianças. Os adultos parecem distantes, quase invisíveis durante boa parte da história, enquanto a imaginação, a aventura e a curiosidade ocupam o centro de tudo. Isso dá ao filme uma sensação constante de encanto, como se qualquer coisa fosse possível. A trilha sonora de <b>John Williams</b> merece todos os elogios que recebe. A sequência das bicicletas voando continua sendo mágica mais de quarenta anos depois, não apenas pela imagem, mas porque a música transforma aquele momento em algo inesquecível. O que mais me surpreendeu foi perceber que E.T. não fala apenas sobre um extraterrestre tentando voltar para casa. É também uma história sobre despedidas. Sobre conhecer alguém que muda sua vida e depois precisar deixá-lo partir. Quando chega a cena final, fica difícil não sentir um nó na garganta.
#80s #movie
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